Um dos melhores livros que li nos últimos anos foi A Mente Seletiva, de Geoffrey Miller, um especialista em psicologia e genética comportamental. Nunca escrevi algo polêmico aqui antes, porque assuntos polêmicos requerem um livro inteiro, não uma única página. Vou arriscar e abrir uma exceção. Ele começa apontando um segundo livro de Darwin que poucos lêem, A Origem do Homem, em que ele fala de seleção sexual. Mulheres selecionam homens, e vice-versa. A variação genômica não é só conseqüência do meio ambiente.
O melhor exemplo é a plumagem do pavão, que o torna
mais lento na hora de fugir dos seus predadores, mas é do que as fêmeas
gostam, e por isso ele deixa mais descendentes quanto maior e mais bela
for sua plumagem. Se você achava que Darwin e "evolução" significam "a
sobrevivência do mais forte", você foi ludibriado por alguém. Não
podemos esquecer a seleção sexual que age para "a sobrevivência dos
mais atraentes ao sexo oposto". Uma bela diferença.
Geoffrey
Miller traz uma nova teoria sobre por que o cérebro humano é tão mais
desenvolvido que o dos outros animais. Ele sugere que foram as mulheres
que nos fizeram mais inteligentes. Até hoje, homens selecionam mulheres
bonitas, mas mulheres selecionam homens inteligentes. Elas namoram
mauricinhos, mas casam-se com o que chamam de "homem-cabeça".
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